Geradores

Gerador de pessoas fictícias

Crie dados de pessoas fictícias e consistentes para testar cadastros, checkouts e integrações: nome, idade, CPF, RG, e-mail, celular e endereço do estado que você escolher.

Formato
JSON

🔒 Processado no seu navegador. Não armazenamos o que você digita.

Por que usar dados de pessoas fictícias

Todo sistema com cadastro precisa ser testado com dados que pareçam reais: um nome com acento, um CPF que passe na validação, um celular com DDD do estado certo, um CEP no formato esperado. Copiar dados de clientes de produção para o ambiente de testes é prático, mas arriscado. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) exige finalidade e segurança no tratamento de dados pessoais, e um banco de homologação com dados reais costuma ter menos proteção que o de produção.

O gerador de pessoas resolve isso criando registros fictícios e coerentes entre si. É útil para:

  • preencher formulários de cadastro e checkout durante testes manuais;
  • criar seeds de banco de dados e fixtures para testes automatizados;
  • montar demonstrações e protótipos com telas realistas, sem expor ninguém;
  • treinar equipes de atendimento e suporte em sistemas de homologação.

Como usar

  1. Escolha o sexo (ou deixe aleatório) e o estado. O estado define a cidade, o DDD do celular, a faixa do CEP e o dígito de região fiscal do CPF.
  2. Defina a faixa de idade. A data de nascimento é sorteada para que a idade de hoje fique dentro dela — útil para testar regras de maioridade, idosos ou menores de idade.
  3. Escolha a quantidade. Com uma pessoa, os dados aparecem num cartão com botão de copiar em cada campo. Com mais de uma (até 50), aparece uma tabela resumida.
  4. Copie o JSON ou baixe em CSV (separado por ponto e vírgula, abre direto no Excel em português) ou JSON.

Como cada campo é gerado

CampoRegra
NomePrenome comum no Brasil + sobrenome da mãe + sobrenome do pai, seguindo a tradição brasileira. Os nomes dos pais são coerentes com o da pessoa.
CPF11 dígitos com DVs pelo módulo 11; o 9º dígito corresponde à região fiscal do estado escolhido (8 para SP, 7 para RJ e ES etc.).
RGPadrão de São Paulo: 8 dígitos e um DV por módulo 11.
CelularDDD real da cidade sorteada + 9 dígitos começando com 9.
E-mailDerivado do nome, sem acentos, em domínios reservados para exemplos.
EndereçoCidade real do estado, logradouro e bairro comuns, número aleatório e CEP dentro da faixa daquela cidade.

O dígito verificador do RG de São Paulo

O RG não tem padrão nacional até a chegada da Carteira de Identidade Nacional, que usa o próprio CPF como número. Cada estado tinha sua regra, e o formato paulista é o mais usado em testes. O cálculo multiplica os 8 dígitos pelos pesos 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, soma e calcula o resto por 11. O DV é 11 − resto; se der 11, vira 0, e se der 10, vira a letra X.

Exemplo com a base 24.678.131: 2×2 + 4×3 + 6×4 + 7×5 + 8×6 + 1×7 + 3×8 + 1×9 = 163. O resto de 163 por 11 é 9, e o DV é 11 − 9 = 2. O RG completo fica 24.678.131-2.

Telefones e DDDs

Desde 2016, todos os celulares brasileiros têm 9 dígitos começando com 9, conforme regulamentação da Anatel. O DDD depende da região: 11 para a Grande São Paulo, 19 para Campinas, 21 para o Rio de Janeiro, 31 para Belo Horizonte, 61 para o Distrito Federal. O gerador associa cada cidade ao seu DDD real, evitando combinações estranhas como um endereço em Porto Alegre com celular 85.

CEP

Os Correios distribuem as faixas de CEP por região: o primeiro dígito indica a região (0 e 1 para São Paulo, 2 para Rio de Janeiro e Espírito Santo, 9 para o Rio Grande do Sul) e os seguintes vão detalhando sub-região, setor e município. O gerador sorteia o CEP dentro da faixa da cidade escolhida, então ele "parece" certo para validações de formato e de UF. Para conferir um CEP real, use a consulta de CEP.

Cuidados e limitações

  • Os e-mails não existem: usam domínios como example.com e .example, reservados pela RFC 2606. Seu sistema pode rejeitá-los se verificar registros MX; nesse caso, use um serviço de caixa de e-mail de teste.
  • Rua, bairro e CEP são combinados ao acaso. Integrações que validam o CEP numa base oficial podem não encontrar o endereço.
  • Os dados podem coincidir por acaso com os de alguém. Nunca use pessoas geradas para se identificar, contratar serviços ou fazer compras.

Precisa só de documentos? Use o gerador de CPF ou o gerador de CNPJ. Para completar o cadastro de teste, crie uma senha forte no gerador de senha.

Perguntas frequentes

As pessoas geradas existem?

Não. Nomes, documentos e endereços são combinados aleatoriamente a partir de listas de nomes comuns e de cidades reais. O CPF e o RG passam na validação matemática, mas não são consultados em nenhum cadastro. Coincidências com pessoas reais são possíveis e acidentais.

O CEP e o endereço são reais?

A cidade e o estado são reais e o CEP fica dentro da faixa usada naquela região, mas a combinação de rua, número, bairro e CEP é fictícia. Se o seu sistema consulta o CEP numa base oficial, ele pode não ser encontrado ou apontar para outra rua.

Os e-mails gerados funcionam?

Não. Eles usam domínios reservados para exemplos pela norma RFC 2606 (como example.com e .example), que nunca entregam mensagens. Assim seus testes não enviam e-mails para desconhecidos por engano.

Como é calculado o dígito do RG?

O RG é gerado no padrão de São Paulo: 8 dígitos e um verificador calculado por módulo 11 com pesos de 2 a 9. Quando o resultado é 10, o dígito é a letra X. Outros estados usam regras próprias, e muitos nem têm dígito verificador.

Posso gerar várias pessoas de uma vez?

Sim, até 50 por vez. O resultado aparece numa tabela e pode ser baixado em CSV (abre direto no Excel) ou JSON, pronto para seeds de banco de dados e fixtures de testes.

Posso usar esses dados para me cadastrar em algum site?

Não. Usar dados falsos para se identificar pode configurar falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal). A ferramenta é para desenvolvimento, testes e ensino.

Atualizado em 01/10/2026.