Para que serve um gerador de CPF?
Quem desenvolve ou testa software no Brasil precisa, o tempo todo, de números de CPF que passem na validação dos formulários. Usar o CPF de uma pessoa real em ambientes de teste é um risco para a privacidade (e vai contra a LGPD). O gerador resolve isso: cria números que seguem a regra oficial dos dígitos verificadores, mas não foram obtidos de nenhum cadastro.
Os usos mais comuns são:
- Testes automatizados (unitários, de integração e end-to-end) que exigem documentos válidos.
- Popular bancos de dados de homologação com massa de dados realista.
- QA manual de cadastros, checkouts e integrações com ERPs.
- Ensino de algoritmos de validação em cursos de programação.
Como o CPF é calculado
O CPF tem 11 dígitos: os 9 primeiros formam a base e os 2 últimos são dígitos verificadores (DV), calculados pelo módulo 11.
- 1º DV: multiplique os 9 primeiros dígitos pelos pesos 10, 9, 8 … 2 e some os resultados. Calcule o resto da divisão da soma × 10 por 11. Se o resultado for 10, o dígito é 0.
- 2º DV: repita com os 10 primeiros dígitos (incluindo o 1º DV) e pesos 11, 10 … 2.
Exemplo: para a base 123.456.789, os dígitos verificadores são 09, resultando em 123.456.789-09.
O que o 9º dígito revela
O nono dígito do CPF indica a região fiscal de emissão:
| Dígito | Estados |
|---|---|
| 0 | RS |
| 1 | DF, GO, MS, MT, TO |
| 2 | AC, AM, AP, PA, RO, RR |
| 3 | CE, MA, PI |
| 4 | AL, PB, PE, RN |
| 5 | BA, SE |
| 6 | MG |
| 7 | ES, RJ |
| 8 | SP |
| 9 | PR, SC |
Uso responsável
Um CPF gerado é apenas um número que passa na validação matemática. Ele não está necessariamente registrado na Receita Federal e não deve ser usado para se identificar, abrir contas ou fazer compras. Para conferir um número que você já tem, use o validador de CPF. Se precisa de dados completos de teste, experimente o gerador de pessoas ou o gerador de CNPJ.